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 A obra trata da residência da Família Olivo Gomes realizada em São José dos Campos, SP. Projeto do arquiteto Rino Levi de 1947, sendo um dos grandes exemplos da arquitetura moderna brasileira
A residência de Olivo Gomes, antigo proprietário da  fábrica de tecelagem Parahyba, localizada em São José dos Campos foi resultado de um projeto minucioso do Arquiteto Rino Levi e do Paisagista a artista Plástico Roberto Burle Marx. A edificação data do ínicio da década de 50 e tornou-se símbolo de preservação do patrimônio e da memória de um dos períodos mais importantes da cidade de São José dos Campos.
Hoje o local transformou-se no Parque da Cidade de São José dos Campos.
Após o encerramento das atividades da fábrica e da dívida da família Gomes, parte do parque, que inclui a residência, foi negociado com a prefeitura da cidade, passando a ser aberto a população como parque municipal, conhecido como ”O Parque da Cidade”.


Video do youtube sobre Residencia Olivo Gomes

Em conferência realizada no Museu de Arte de São Paulo em 1949, Rino Levi classificou a arquitetura como arte plástica, de caráter abstrato, sendo a função do arquiteto estudar a forma, relacionando-a com o ambiente e o clima, dentro das condições funcionais e técnicas, visando uma criação harmoniosa, ordenando os volumes, cores e luzes.

Maquete elaborada pelo grupo

Maquete elaborada pelo grupo

Um pavimento principal abriga grande parte do programa dividido em três corpos distintos: setor dos dormitórios, estar e serviços e dependência de empregados. Um pavimento abaixo sob pilotis abriga um salão de jogos. A disposição dos corpos ora paralelos ao talude, ora interceptando-o, conforma uma composição aberta que poderia se expandir em várias direções. Estes corpos são articulados pelo vestíbulo de entrada e em seguida pela garagem, que por suas dimensões e transparências deixa claro seu papel na composição das volumetrias, destacando-as. A estrutura é de concreto armado e a cobertura é de telhado de fibrocimento sobre laje. É notável a colaboração Burle Marx nos painéis e jardins integrados ao partido de forma a expandir os espaços internos rumo à paisagem envoltória.
Nesta casa a concepção espacial e estrutural e a disposição dos corpos remontam a nossa tradição moderna, sobretudo pela racionalidade. Por outro lado, o telhado com grandes projeções que sombreiam a fachadas mais expostas ao sol, os jardins, os painéis decorativos e o alpendre são traços da edificação.

A obra foi realizada em um pedaço do terreno acidentado, permitindo, através de cortes e muros de arrimos executar uma edificação em dois pavimentos.  Percebemos, através da implantação e da disposição das aberturas e dos espaços, uma grande preocupação com o panorama, uma vez que se encontra em uma posição privilegiada com vista para a serra da Mantiqueira.
Maquete elaborada pelo grupo
O bloco central, da área social, possui uma área de 430 m2, abrigando sala de estar, sala de jantar, serviços, cozinha e despensas. A área de serviço, voltada para o lado sul, foi localizada as lado da garagem, que por duas vezes interliga a casa do caseiro. Através de uma rampa interna, atinge-se o andar inferior com sala de jogos, bar e uma varanda voltada para os jardins. Este piso também pode ser atingido por uma escada helicoidal de concreto armado que liga o terraço da sala de estar até a varanda inferior.

Imagem : http://www.fec.unicamp.br


Assim como toda a caixilharia de ferro desenhadas para a casa, três painéis de pastilha foram desenhados também pelo artista e paisagista Roberto Burle Marx. Um no hall de entrada e dois na parede divisória entre a sala de jogos e o jardim externo.


Maquete elaborada pelo grupo

       A ala intima possui 8 dormitórios, possuindo um banheiro para cada dois quartos. Para garantir a paisagem e a iluminação dos dormitórios, foram projetados janelas do tamanho da parede toda, basculantes verticais e que podem ser abertas em sua totalidade (do chão ao teto), transformando cada quarto em verdadeiros terraços. Os banheiros foram localizados na área central da casa, sendo iluminados e ventilados por clarabóias acima do teto.
Esse arquiteto há mais de 50 anos já se preocupava com as questões de ventilação e iluminação, no projeto arquitetônico. Trata-se, sem dúvida, de uma obra modernista em que foi possível a execução de um projeto onde a arquitetura pode se expressar em todas as sua formas: Técnicas e Artísticas, com a presença de nomes importantes para a arquitetura, paisagismo e artes brasileira. 
PARQUE MUNICIPAL ROBERTO BURLE MARX
 
 Mais conhecido com Parque da Cidade, o Parque Municipal Roberto Burle Marx ocupa atualmente uma área de 960.160,17m², área esta que foi parte da antiga Fazenda da Tecelagem Parahyba, com obras arquitetônicas assinadas pelo Arquiteto Rino Levi como a residência de Olivo Gomes, a usina de leite e o galpão gaivota, e o tratamento paisagístico de Roberto Burle Marx com os painéis existentes na residência), formando um dos mais importantes trabalhos da arquitetura moderna brasileira, dando ao Parque da Cidade reconhecimento internacional.
Tombado como patrimônio histórico pelo COMPHAC é transformado em Parque Municipal em 1996, possui uma ampla área verde com espécies arbóreas declaradas imunes de corte (palmeiras imperiais, macaúbas e seafortias).
 Vale muito a pena visitar, é lindo!!!!!


Textos baseados na reportagem
de Rahal, Marina S. e
www.fec.unicamp.br
Trabalho elaborado pelos alunos: Sandra Barbosa, Josiane Amancio, Geroneide Medrado, Vanderlei Carvalho.
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